Hidroterapia · Fisioterapia Aquática · Dois Irmãos/RS

Hidroterapia em Piscina Terapêutica Aquecida para Idosos

Piscina terapêutica aquecida, com sessões individuais conduzidas por fisioterapeuta dentro da água, integradas à rotina de terapias do paciente internado.

33–34 °C
Temperatura constante da água
1:1
Sessão individual com fisioterapeuta dentro da água
110 cm
Profundidade máxima, com barras e piso antiderrapante
Piscina terapêutica aquecida do Serraville com barras de segurança em toda a extensão
Acesso da piscina terapêutica do Serraville com rampa e cadeira de rodas

Dentro da água, o processo de recuperação é extremamente potencializado.

As sessões de fisioterapia aquática acontecem na piscina terapêutica do Serraville: aquecida, com temperatura constante entre 33–34 °C, profundidade máxima de 110 cm, barras de segurança em toda a extensão, piso antiderrapante, acesso para cadeira de rodas e vestiários com calefação por piso aquecido.

Dificuldade de caminhar, fraqueza, dores e até quadros depressivos podem limitar ou impedir a fisioterapia em solo. Na água aquecida, a sobrecarga sobre as articulações diminui e a musculatura relaxa: menos dor e mais movimento. Em sessões individuais, com acompanhamento próximo do fisioterapeuta, o paciente recupera a confiança nos próprios movimentos, o que ajuda a melhorar o humor e a autoestima.

Na água, o paciente se movimenta, ganha força e treina o equilíbrio com uma liberdade que dificilmente teria em terra firme, e é isso que faz a hidroterapia favorecer tanto a reabilitação.

Dra. Milena Fischer

Como a hidroterapia funciona na prática

  • Quem conduz: Sessões individuais conduzidas por fisioterapeuta dentro da água, com apoio da equipe à beira da piscina.
  • Como entra na rotina do internado: Para pacientes internados, a hidroterapia é integrada às 3 a 5 horas diárias de terapia, divididas em 2 a 3 sessões, de segunda a sábado, conforme avaliação médica e fisioterapêutica.
  • Frequência e progressão: Definidas pela equipe conforme objetivo terapêutico e tolerância, e revisadas nas reavaliações semanais.

Efeitos terapêuticos da água

  • Acidente Vascular Cerebral (ou Encefálico, AVC ou AVE): Estudos recentes sugerem que a hidroterapia pode contribuir para objetivos específicos, como marcha e equilíbrio, em pacientes selecionados[8] e que a terapia convencional associada à hidroterapia pode melhorar a função dos membros inferiores, qualidade de vida e equilíbrio de pacientes sequelados de AVC[9], [10], [15];
  • Dor e espasticidade crônica[2];
  • Doença de Parkinson: A fisioterapia aquática pode complementar a reabilitação convencional em objetivos como equilíbrio, marcha e confiança funcional[7]. Para famílias que buscam esse tema por quedas e mobilidade, veja também o artigo hidroterapia no Parkinson: equilíbrio, marcha e risco de quedas;
  • Doenças Reumatológicas: Esclerose Múltipla[11], Artrite Reumatóide[12], Fibromialgia[13], Osteoartrite/Artrose de joelho e quadril[14];
Sessão de fisioterapia aquática na piscina terapêutica do Serraville, com paciente em flutuação assistida por fisioterapeuta
Figura 1: Sessão de fisioterapia aquática na piscina terapêutica do Serraville
  • Reabilitação pós-operatória de artroplastia de quadril: A água pode reduzir o estresse articular, favorecer circulação, relaxamento muscular, conforto e movimento, contribuindo para a recuperação funcional em pacientes selecionados[5];
  • Insuficiência Venosa Periférica (varizes) e Linfedema (edema linfático): Estimula o retorno venoso e linfático da periferia para dentro dos vasos condutores maiores[1], [16];
  • Insuficiência Cardíaca: A imersão em água quente aumenta volume e fração de ejeção cardíacos, que aumenta a tolerância ao exercício. Uma meta análise recentemente publicada sugere que a hidroterapia pode ter um papel ainda mais relevante quando a IC está associada a condições que dificultem a realização de exercícios fora da piscina[18], [19];

Existem ainda benefícios nas mais diversas áreas médicas, incluindo ginecologia e obstetrícia, pediatria, psiquiatria, psicologia, etc.

Além de reduzir o estresse articular e aumentar a mobilidade[1], exerce efeitos sobre diversos sistemas:

  • Cardiovascular: Imersões de uma hora até os ombros, na temperatura de 34 °C, pode produzir a redução de 15% na frequência cardíaca, 11% na pressão arterial sistólica e diastólica, 46% na atividade da renina plasmática, 34% no cortisol e 17% na aldosterona, enquanto a diurese aumentou em 107%[6];
  • Neurológico: A temperatura e a pressão da água durante a fisioterapia aquática pode bloquear nocioceptores e mecanoceptores e exercer efeito positivos para redução da dor;
  • Musculoesquelético: O aumento da temperatura estimula a vasodilatação e o aumento do fluxo sanguíneo muscular. O auxílio da flutuação diminui a sobrecarga articular e favorece uma atuação equilibrada dos músculos, proporcionando um ambiente de fácil movimentação e que pode potencializar a realização de exercícios que não seriam possíveis em solo, principalmente em indivíduos com limitações de força e movimento;
  • Circulatório: A pressão hidrostática sobre o sistema venoso, sensível à diferença de pressão externa, facilita e estimula o retorno do sangue venoso periférico aos grandes vasos e desses ao coração.
  • Respiratório: A imersão na altura do tórax parece aumentar a taxa metabólica e o consumo de oxigênio(O2). O transporte de O2 é otimizado por causa do aumento do débito cardíaco resultante da combinação da contra pressão hidrostática e aumento da temperatura corporal.

Porque a Fisioterapia em meio aquático pode trazer tantos benefícios?

A diminuição da ação da gravidade é uma das características determinantes para o uso das propriedades da água para tratamento, criando o ambiente ideal para reabilitação de indivíduos que necessitam de menor descarga de peso nas articulações ou possuem limitações na terapia em solo.

Para compreender melhor os benefícios, é preciso citar as seguintes características físicas da água:

a) Flutuação (Princípio de Arquimedes): Quando se mergulha o corpo na água, seu peso aparente diminui, chegando a parecer totalmente anulado (quando o corpo flutua). Esse fato se deve à existência de uma força vertical de baixo para cima, que recebe o nome de empuxo. O peso corporal está divido em:

  • 08% Cabeça
  • 18% Membros superiores
  • 38% Tronco
  • 36% Membros inferiores

Na prática, uma pessoa de 70kg sustentará somente 7kg quando imersa até os ombros.

b) Pressão hidrostática (Lei de Pascal): É uma pressão constante exercida em qualquer corpo submerso, quanto maior a profundidade, maior a exposição (Figura 2). A pressão hidrostática age nos tecidos, gerando compressão de vasos sanguíneos, que auxilia o retorno venoso e a redução de edemas.

c) Resistência da água: A água oferece resistência ao movimento em todas as direções. Para o paciente, isso transforma movimentos simples em exercícios mais lentos, graduais e controlados, sem o mesmo impacto da terapia em solo.

  • A contração muscular obrigatoriamente será mais lenta, gradual e isométrica;
  • Uma quantidade maior de fibras ou grupos musculares precisam ser recrutados;
  • Reduz a possibilidades de movimentos bruscos e lesões musculares.

d) Equilíbrio e controle postural: Como a água sustenta parte do corpo, pequenos ajustes de posição mudam a forma como a pessoa flutua, gira ou recupera o alinhamento. O fisioterapeuta usa esse suporte para treinar equilíbrio, controle de tronco e mudanças de posição com mais segurança.

e) Movimento da água: Ao caminhar ou mover braços e pernas, o paciente desloca a água ao redor do corpo. Esse movimento pode facilitar alguns passos quando o fisioterapeuta conduz o exercício e também pode criar um desafio progressivo para força, coordenação e marcha.

f) Água aquecida: O calor constante da piscina ajuda a relaxar a musculatura, diminuir espasmos e reduzir dor, o que pode melhorar a tolerância ao movimento durante a sessão[2].

Infográfico sobre imersão em água, redução de carga corporal e pressão hidrostática na hidroterapia
Figura 2: conforme o nível de imersão aumenta, o peso aparente suportado pelas articulações diminui. A pressão hidrostática também cresce com a profundidade, contribuindo para suporte, retorno venoso e controle de edema em contexto terapêutico.

Perguntas frequentes

  1. O que é hidroterapia e quem se beneficia? Hidroterapia (ou fisioterapia aquática) é a aplicação de exercícios fisioterapêuticos em piscina aquecida, sob supervisão de fisioterapeuta. A flutuação reduz o impacto nas articulações, a temperatura promove analgesia e relaxamento muscular e a resistência da água trabalha força com menor sobrecarga. Beneficia idosos com dor crônica, artrose, sequelas de AVC, Parkinson, fibromialgia, reabilitação pós-cirúrgica e descondicionamento físico.
  2. A piscina é aquecida? Qual a temperatura? Sim, a piscina terapêutica é aquecida (entre 33–34 °C), temperatura calibrada para promover conforto durante sessões em idosos. Vestiários acessíveis e equipe de apoio à beira da piscina ajudam a tornar entrada, saída e atendimento mais seguros.
  3. Idosos com problemas cardíacos podem fazer hidroterapia? Em geral sim, com avaliação médica prévia e ajuste de intensidade. A imersão aquecida causa redistribuição de fluidos corporais e pode descompensar quadros cardiovasculares graves não controlados. A indicação é individualizada; pacientes estáveis e bem controlados costumam tolerar e beneficiar-se. Contraindicação absoluta envolve insuficiência cardíaca descompensada, arritmias graves e infecções de pele extensas.
  4. Quantas sessões por semana são recomendadas? Frequência típica é 2 a 3 sessões semanais de 30-45 minutos cada, ajustada conforme objetivo terapêutico, condição clínica e tolerância. Programas intensivos de reabilitação pós-AVC ou pós-cirúrgica podem ter frequência maior. Em regime de internação, a reavaliação semanal pela equipe e o round clínico mensal com todas as áreas definem progressão e duração total do tratamento.
  5. Hidroterapia substitui a fisioterapia em solo? Não; complementa. A hidroterapia oferece ganhos específicos (descarga articular, analgesia, mobilidade global) que potencializam o trabalho em solo, mas treinos funcionais em terra (transferências, marcha, atividades de vida diária) seguem essenciais. O plano terapêutico combina os dois ambientes conforme metas individuais.
  6. Plano de saúde ou convênio cobre a hidroterapia? O atendimento no Serraville é exclusivamente particular: as sessões de hidroterapia não são realizadas por convênio. Os planos de saúde entram como apoio: exames laboratoriais e de imagem solicitados durante o tratamento geralmente podem ser realizados pelo plano de saúde do paciente. A equipe administrativa orienta sobre orçamento e o fluxo dos exames; ligue para (51) 3564-3003.
Última atualização e revisão: , por Dra. Milena Sousa Fischer (CREFITO 110311-F). Conteúdo informativo. Não substitui avaliação médica individual.

Referências

  1. Mooventhan A, Nivethitha L. Scientific Evidence-Based Effects of Hydrotherapy on Various Systems of the Body. North American Journal of Medical Sciences. 2014;6(5):199-209. doi:10.4103/1947-2714.132935.
  2. Kesiktas N, Paker N, Erdogan N, et al. The use of hydrotherapy for the management of spasticity. Neurorehabil Neural Repair. 2004 Dec;18(4):268-73.
  3. Park BS, Noh JW, Kim MY, et al. A comparative study of the effects of trunk exercise program in aquatic and land-based therapy on gait in hemiplegic stroke patients. Journal of Physical Therapy Science. 2016; 28(6):1904-1908.
  4. Park BS, Noh JW, Kim MY, et al. The effects of aquatic trunk exercise on gait and muscle activity in stroke patients: a randomized controlled pilot study. J Phys Ther Sci. 2015 Nov;27(11):3549-53.
  5. Łyp M, Kaczor R, Cabak A, et al. A Water Rehabilitation Program in Patients with Hip Osteoarthritis Before and After Total Hip Replacement. Medical Science Monitor : International Medical Journal of Experimental and Clinical Research. 2016;22:2635-2642.
  6. Srámek P, Simecková M, Janský L, Savlíková J, Vybíral S. Human physiological responses to immersion into water of different temperatures. Eur J Appl Physiol. 2000;81:436–42.
  7. Vivas J, Arias P, Cudeiro J. Aquatic therapy versus conventional land-based therapy for Parkinson’s disease: An open-label pilot study. Arch Phys Med Rehabil. 2011;92:1202–10.
  8. Zhu Z, Cui L, Yin M, et al. Hydrotherapy vs. conventional land-based exercise for improving walking and balance after stroke: a randomized controlled trial. Clin Rehabil. 2016 Jun;30(6):587-93.
  9. Matsumoto S, Uema T, Ikeda K, et al. Effect of Underwater Exercise on Lower-Extremity Function and Quality of Life in Post-Stroke Patients: A Pilot Controlled Clinical Trial. J Altern Complement Med. 2016 Aug;22(8):635-41.
  10. Chan K, Phadke CP, Stremler D, et al. The effect of water-based exercises on balance in persons post-stroke: a randomized controlled trial. Top Stroke Rehabil. 2017 May;24(4):228-235.
  11. Corvillo I, Varela E, Armijo F, et al. Efficacy of aquatic therapy for multiple sclerosis: a systematic review. Eur J Phys Rehabil Med. 2017 Feb 17.
  12. Eversden L, Maggs F, Nightingale P, Jobanputra P. A pragmatic randomised controlled trial of hydrotherapy and land exercises on overall well being and quality of life in rheumatoid arthritis. BMC Musculoskeletal Disorders. 2007;8:23.
  13. Bidonde J1, Busch AJ, Webber SC, et al. Aquatic exercise training for fibromyalgia. Cochrane Database Syst Rev. 2014 Oct 28;(10):CD011336.
  14. Bartels EM1, Juhl CB, Christensen R, et al. Aquatic exercise for the treatment of knee and hip osteoarthritis. Cochrane Database Syst Rev. 2016 Mar 23;3:CD005523.
  15. Kyoung K, Dong-Kyu L, Eun-Kyung K. Effect of aquatic dual-task training on balance and gait in stroke patients. J Phys Ther Sci. 2016 Jul; 28(7): 2044–2047.
  16. Carregaro RL, Toledo AM. Efeitos fisiológicos e evidências científicas da eficácia da fisioterapia aquática. R Movimenta. 2008 1(1):23-27.
  17. Adsett JA, Mudge AM, Morris N, et al. Aquatic exercise training and stable heart failure: A systematic review and meta-analysis. Int J Cardiol. 2015;186:22-8.
  18. Neto MG, Conceição CS, de Jesus FL, et al. Hydrotherapy on exercise capacity, muscle strength and quality of life in patients with heart failure: A meta-analysis. Int J Cardiol. 2015 Nov 1;198:216-9. PMID: 26173056
  19. Cider A, Sveälv BG, Täng MS, et al. Immersion inwarmwater induces improvement in cardiac function in patients with chronic heart failure, Eur. J. Heart Fail. 8 (2006) 308–313.

Serraville Reabilitação Multidisciplinar e Internação Geriátrica: Incomparável.